A importância da imprensa independente

A mídia livre e independente permite que as pessoas tomem decisões com base em informações, responsabilizem líderes e ouçam uma diversidade de opiniões — todas livres de influência governamental.

Jornalistas nos Estados Unidos podem reportar sobre questões relativas à saúde pública, questionar políticos eleitos — às vezes agressivamente — e levantar questões polêmicas sem medo de represália.

“Informação e conhecimento são ferramentas poderosas”, afirmou o secretário de Estado, Antony Blinken, em 2 de maio. “Uma imprensa livre e independente é a instituição central que conecta as pessoas às informações necessárias para que os indivíduos se defendam, tomem decisões informadas e responsabilizem as autoridades governamentais.”

Os redatores da Constituição dos EUA consideravam a liberdade de imprensa tão essencial que eles a consagraram na Primeira Emenda desse documento como parte da Declaração de Direitos (1791), que garante os direitos individuais fundamentais contra violações por parte do governo.

Político interage com jornalistas que levantam a mão para fazer perguntas (© Anrew Harnik/AP)
Políticos, como Chuck Schumer, líder da maioria no Senado, de Nova York (ao centro), em foto tirada neste ano, estão acostumados a responder a perguntas diretas de jornalistas (© Andrew Harnik/AP Images)

Nos Estados Unidos, a mídia é ocasionalmente chamada de “Quarto Estado” ou o quarto poder do governo. Embora a Constituição tenha estabelecido os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, a frase “Quarto Estado” reflete o papel extraoficial, mas amplamente aceito que a imprensa desempenha ao fornecer aos cidadãos informações que eles podem usar para verificar o poder do governo.

Informações fornecidas por jornalistas ajudam os cidadãos a tomar decisões com base em informações em uma série de questões, desde financiamento para escolas locais a segurança de alimentos e medicamentos e, obviamente, em qual candidato votar.

Considerando somente a questão crucial da Covid-19, jornalistas dos EUA têm explicado o que é esse vírus, divulgado esforços para contê-lo, compartilhado melhores práticas a fim de evitá-lo e combatido a desinformação. Em contrapartida, jornalistas do Irã e da China foram presos e seus laptops confiscados por terem simplesmente relatado a verdade sobre a Covid-19. Alguns até receberam ameaças de morte.

Três enfermeiros em pé perto de microfones (© Marcio Jose Sanchez/AP Images)
Profissionais de saúde, como estes enfermeiros na Califórnia em 2020, são fontes importantes de informações para jornalistas que cobrem eventos relacionados à Covid-19 (© Marcio Jose Sanchez/AP Images)

Uma imprensa independente inclui uma diversidade de vozes e opiniões, não apenas aquelas que os políticos queriam que noticiassem. Nos EUA, jornalistas investigativos realizam pesquisas profundas sobre temas importantes a fim de revelar fatos que os cidadãos precisam saber. Jornalistas americanos fazem a cobertura de manifestações e comícios de todos os tipos, sabendo que a Constituição protege esses eventos. Em países como Belarus e Rússia, em contrapartida, jornalistas são frequentemente assediados, detidos e às vezes espancados por cobrirem comícios que os líderes governamentais desaprovam.

Manifestante segurando capacete para bloquear câmera de fotojornalista (© Al Drago/Getty Images)
A mídia dos EUA faz a cobertura de protestos em todo o mundo, como este em Washington em 2021. A Primeira Emenda protege os jornalistas nos EUA (© Al Drago/Getty Images)

Nos EUA, a mídia é independente. Os meios de comunicação não recebem financiamento do governo. A maioria dos veículos obtém sua receita por meio da venda de assinaturas ou da venda de publicidade. Esse modelo contribui para a independência da mídia em relação ao governo.

Em países com liberdade de imprensa limitada ou sem liberdade de imprensa, o governo normalmente é dono da mídia ou decide quais veículos podem funcionar. Frequentemente censura informações. Vozes dissidentes são bloqueadas.

É por isso que o governo dos EUA fornece apoio financeiro aos meios de comunicação públicos dos EUA em países que restringem a imprensa. Organizações de notícias como a Rádio Europa Livre, a Rádio Ásia Livre e a Voz da América transmitem notícias nos idiomas locais para países com mídia restrita ou sem mídia gratuita. Muitos empregam jornalistas locais. O governo dos EUA não dita o que essas organizações cobrem ou como.

Várias organizações monitoram a liberdade de imprensa em todo o mundo, incluindo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, a Freedom House (organização sem fins lucrativos que apoia a liberdade e a democracia) e o grupo de defesa Repórteres sem Fronteiras.

“A liberdade de informação é fundamental em qualquer democracia, mas quase metade da população mundial não tem acesso a notícias e informações divulgadas gratuitamente”, afirma o Repórteres Sem Fronteiras. “A liberdade de expressão e informação é a primeira e a mais importante das liberdades.”