Um punhado de tomates adiante de duas pilhas altas de dinheiro (© Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
Esta representação da quantidade de bolívares necessários para comprar 1 kg de tomates em um determinado momento em 2018 ilustra a hiperinflação (© Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Os preços de produtos cotidianos — alimentos, roupas e remédios — na Venezuela dispararam a tal ponto que até mesmo uma vida simples é inacessível. A economia da Venezuela sofre de hiperinflação, que ocorre quando a moeda de um país perde valor muito rapidamente, se tornando essencialmente inútil.

Devido à corrupção e à má gestão de Nicolás Maduro, ex-ditador ilegítimo da Venezuela, a hiperinflação destruiu o valor da moeda do país, o bolívar.

Gráfico mostra o aumento dramático do preço da xícara de café ao longo de vários meses. Fonte: Bloomberg (Depto. de Estado)
(Depto. de Estado)

Embora Maduro e sua rede ilegítima não tenham divulgado dados econômicos, a Bloomberg desenvolveu o “Índice Café con Leche*” para monitorar o preço do café em uma padaria em Caracas. Isso fornece uma visão não oficial da inflação. Nos últimos seis meses, o preço de uma xícara de café na padaria passou de 20 bolívares para 1.700 bolívares. (A Bloomberg informa que, em agosto de 2018, a Venezuela redenominou o bolívar, retirando cinco zeros. Isso faria com que o preço de 1,7 mil novos bolívares fosse igual a 170 milhões de bolívares antigos.)

Essa hiperinflação tem acarretado fome, pobreza e uma crise de saúde.

Para apoiar os venezuelanos neste momento de extrema necessidade, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou recentemente US$ 20 milhões em assistência humanitária para os venezuelanos além dos US$ 140 milhões em ajuda humanitária e desenvolvimento para os países vizinhos a fim de ajudar os mais de 3,6 milhões de venezuelanos que fugiram da tirania de Maduro.

* site em inglês