Agência de proteção de fronteiras dos EUA promove aplicação de leis de imigração

Muro de metal coberto com arame farpado e área residencial ao fundo (© Charlie Riedel/AP Images)
Muro coberto com arame farpado separa Nogales, no Arizona, de Nogales, no México, em 2019 (© Charlie Riedel/AP Images)

O comissário em exercício da Agência de Fiscalização de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) enviou uma mensagem clara para qualquer pessoa que considerasse entrar ilegalmente nos EUA: “Atualmente, agora em março, se você vier à nossa fronteira e tentar entrar ilegalmente, violar nossas leis e registrar uma reclamação sem fundamento, você será retirado [da fronteira], deportado ou estará sujeito à aplicação das consequências cabíveis.”

Em 12 de março*, Mark Morgan, comissário em exercício da CBP, disse: “Continuamos a realizar avanços incríveis no fortalecimento de nossa fronteira, especificamente não apenas a fim de lidar com a grande variedade de ameaças que temos, mas também para lidar com o fluxo da imigração ilegal.”

Nos últimos cinco meses, a CBP vem retirando mais imigrantes ilegais do que tem detido.

Historicamente, as detenções têm sido usadas como parâmetro para medir a imigração ilegal, segundo o Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA.

Isso significa que, durante oito meses, houve uma diminuição cumulativa nas travessias ilegais de fronteira. E embora tenha havido um ligeiro nivelamento dos números em fevereiro de 2020, a CBP observou que as travessias de fronteira aumentam historicamente durante o mês de fevereiro.

Gráfico contendo números e palavras que descrevem a migração através da travessia de fronteiras (Depto. de Estado)
(Depto. de Estado)

Em 2019, por exemplo, houve um aumento de mais de 30% de janeiro a fevereiro no número de detenções, o que Morgan disse ser prova de que as novas políticas de imigração do governo dos EUA estão se mantendo firmes este ano.

A CBP também permanece comprometida em garantir a segurança dos migrantes. Morgan enfatizou que traficantes e contrabandistas de pessoas continuarão a explorar mulheres, crianças e famílias que viajam para a fronteira com os EUA.

“Não confiem nos contrabandistas de pessoas”, disse ele. “Não ponham em perigo você ou seus filhos embarcando em uma perigosa jornada para os Estados Unidos. Será em vão.”

* site em inglês