Apoio ao empoderamento das mulheres através do ‘Processo de Varsóvia’

Todos querem paz e prosperidade. No entanto, as mulheres são muitas vezes excluídas de diálogos de paz e oportunidades de trabalho.

“As mulheres são absolutamente essenciais à segurança nacional de uma nação e precisam ser incluídas na mesa de negociação durante diálogos de paz”, afirmou Ivanka Trump, assessora do presidente, em um tuíte* após uma reunião realizada em 11 de outubro no Departamento de Estado.

Ivanka se juntou a Brian Hook, representante especial dos EUA para o Irã, na reunião do Grupo de Trabalho sobre Direitos Humanos, do Processo de Varsóvia, que os EUA organizaram em 10 e 11 de outubro.

Ivanka Trump fala sobre a inclusão de mulheres em diálogos de paz, foto de mulheres com os braços erguidos (© Hassene Dridi/AP Images)

O Processo de Varsóvia, liderado por EUA e Polônia, busca abordar ameaças contínuas no Oriente Médio e aumentar a prosperidade na região. Além de direitos humanos, grupos de trabalho estão focados na segurança cibernética, marítima,  aérea e energética. E também na não proliferação de mísseis, no contraterrorismo, no financiamento ilícito, em questões humanitárias e relativas a refugiados.

Tuíte:
Depto. de Estado dos EUA | Democracia, Direitos Humanos e Trabalho: “Resultados pós-conflito [promotores] da paz, se as mulheres estiverem à mesa (…) têm muito mais chances de resistir (…) É difícil ter uma paz duradoura se 50% dos pontos de vista da sua população não estiverem representados.”
@StateDRL #WarsawProcess #HumanRights
@IvankaTrump no Grupo de Trabalho sobre Direitos Humanos, do Processo de Varsóvia.

O Grupo de Trabalho para os Direitos Humanos afirma em comunicado que os conflitos armados no Oriente Médio afetaram 47 milhões de pessoas nos últimos anos e deslocaram 17 milhões. A violência afetou mulheres e meninas de maneira desproporcional.

Trump lidera a Iniciativa Desenvolvimento e Prosperidade Globais das Mulheres, que visa capacitar 50 milhões de mulheres no mundo em desenvolvimento até 2025.

Em declarações a repórteres no final de 11 de outubro, Hook criticou o regime iraniano por negar direitos básicos às mulheres desde a Revolução Islâmica Iraniana de 1979. Isso inclui punir mulheres iranianas por não usarem hijabs (véus islâmicos tradicionais) e por tentar assistir a eventos esportivos masculinos em estádios públicos.

“[Um] grande pilar do que fazemos é apoiar o povo iraniano”, disse Hook. “Quando vemos a energia (…) do movimento de protestos no Irã, está com as mulheres em torno do hijab obrigatório e também em torno do futebol.”

* site em inglês