Em fotos: parcerias de negócios entre EUA e África florescem

Quando Janet Nkubana abriu sua empresa de artesanato chamada Gahaya Links, em meados da década de 1990, ela sonhava em empoderar outras mulheres ruandesas, que se encontravam na mesma posição em que estava, através do comércio justo. Duas décadas depois, esse sonho se tornou realidade: Gahaya Links emprega mais de 4 mil ruandesas e vende produtos a grandes varejistas internacionais, incluindo a Macy’s.

Janet, sua empresa e seus funcionários estão entre os beneficiários da Lei de Crescimento e Oportunidades para a África (Agoa), lei americana que viabiliza o comércio mais livre entre os Estados Unidos e a África. Dezesseis anos depois que a lei entrou em vigor, o comércio bilateral entre os EUA e a África foi avaliado em quase US$ 50 bilhões em 2016 — um aumento de US$ 10 bilhões* desde 2000.

“Nossa relação comercial é vital para a segurança e a estabilidade dos Estados Unidos e da África”, afirmou Wilbur Ross, secretário de Comércio dos EUA, em junho de 2017. A relação dos EUA com a África “tem de continuar sua transição, passando de ‘baseada em assistência’ para ‘baseada em comércio’”, disse ele.

Veja abaixo alguns dos setores empresariais que se beneficiam do aprimoramento do comércio entre os EUA e a África.

Agricultura

Campo de plantação de trigo e, ao longe, montanhas (Shutterstock)
(Shutterstock)

As exportações agrícolas dos EUA para a África alcançaram US$ 2,3 bilhões em 2014, um aumento de 20%* em relação a 2009. A África Subsaariana tem sido o principal destino para as exportações americanas de trigo e, em 2014, a região também foi o terceiro maior mercado de carne de aves dos EUA. Concomitantemente, as exportações agrícolas da África para os EUA mais do que quadruplicaram, em grande parte graças à Agoa, de acordo com o Instituto Brookings em Washington

Aeronaves

Avião aterrissando (© AP Images)
(© AP Images)

A empresa aérea Ethiopian Airlines comprou quatro aviões de carga da série 777 da fabricante americana Boeing Company em novembro de 2017, e quer encomendar mais. Essas aquisições feitas com a Boeing ajudaram a aumentar os voos diretos entre a África e os EUA, incluindo o lançamento em 2016 de um voo da Ethiopian Airlines de Lomé, no Togo, a Newark, em Nova Jersey. A Boeing também vendeu aviões para a EgyptAir, a South African Airways e a Royal Air Maroc. Durante as próximas duas décadas, os dez maiores mercados de viagens aéreas de mais rápido crescimento estarão na África, informou a Associação Internacional de Transporte Aéreo em 2016.

Vestuário

Mulheres trabalham em máquinas de costura em uma fábrica (© AP Images)
(© AP Images)

A indústria de vestuário de Lesoto, outrora muito pequena, se tornou o maior empregador do setor privado do país, gerando cerca de 35 mil empregos desde 2001, e a maioria deles realizados por mulheres. Da mesma forma, as operações de vestuário cresceram em Gana, Etiópia e Quênia, um subproduto do comércio mais livre entre os EUA e a África.

Café

Mulher de pé entre sacas de café (© AP Images)
(© AP Images)

Os cafeicultores africanos ajudam a manter as canecas cheias de café-java para os quase dois terços dos americanos que bebem café diariamente*. Etiópia, Quênia, Tanzânia, Uganda e Ruanda encabeçam a lista de exportadores de café africano para os EUA. Os grãos de Burundi, Malawi e Ruanda estão entre os que são servidos na linha de alta qualidade chamada “Reserve” da rede de café Starbucks.

Frutos do mar

Atum sobre cais e barco na água (Shutterstock)
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Os peixes capturados na África agora são encontrados nas prateleiras dos supermercados americanos graças, em grande parte, à compra realizada em 2012 de uma empresa senegalesa de processamento de peixes pelas Indústrias Dongwon, com sede na Coreia do Sul e proprietária da empresa alimentícia StarKist Tuna, sediada nos EUA. Países africanos como Cabo Verde e Seychelles também enxergam um potencial para as exportações de atum.

Acessórios de moda

Colares e alicate sobre uma mesa (Sseko Designs)
(Sseko Designs)

As exportações de moda de origem africana para os Estados Unidos incluem produtos de marcas americanas como Kate Spade, que firmou parceria com uma cooperativa de mulheres em Ruanda, e com empresas cujos proprietários são africanos, como Sseko, com sede em Uganda e que fabrica sandálias e colares como a que vemos na foto acima. Sseko também ajuda meninas ugandesas a angariar fundos para ingressar no ensino superior.

Este artigo foi escrito por Caitlin M. Quinn.

* site em inglês