EUA e parceiros pedem a militares da Birmânia que libertem jornalistas

Soldados vistos à distância com fumaça avermelhada atrás deles em local com árvores e plantas (© AP Images)
Soldados avançam em direção a manifestantes pró-democracia durante um protesto em Rangoon, Birmânia, em 30 de março (© AP Images)

Os Estados Unidos e dezenas de outros países estão lançando um apelo a militares da Birmânia (atual Mianmar) para que libertem todas as pessoas detidas injustamente, incluindo jornalistas, e ponham fim à violência contra o povo birmanês.

“Estamos chocados com a escalada da violência em Mianmar e o assassinato de manifestantes, as prisões arbitrárias e a violência, inclusive contra jornalistas e trabalhadores da mídia”, disse o Grupo de Amigos da ONU para a Proteção de Jornalistas por meio de uma declaração conjunta de 1º de abril*. “Juntamo-nos ao apelo para a libertação imediata de todos os detidos arbitrariamente.”

Desde 1º de fevereiro, quando assumiram o poder através de um golpe, os militares da Birmânia têm reprimido manifestantes pró-democracia, entre outros, matando mais de 500 e prendendo mais de 2 mil pessoas, incluindo jornalistas e trabalhadores da mídia.

Os Estados Unidos se juntaram a mais de 75 países e à União Europeia no comunicado, incluindo os representantes da ONU de França, Grécia e Lituânia, que presidem o Grupo de Amigos, fundado em 2016.

Tuíte:
Centro de Mídia do Pacífico Asiático dos EUA
Atualização sobre a Birmânia: os EUA, juntamente com 79 países e a UE, pedem em conjunto o fim imediato dos ataques a jornalistas e trabalhadores da mídia na Birmânia, uma prestação de contas dos desaparecidos e investigações transparentes sobre alegações de abusos dos direitos humanos. @eAsiaMediaHub

O Grupo de Amigos chama a atenção para o abuso perpetrado por militares contra jornalistas, defensores dos direitos humanos e outras pessoas, bem como o uso de paralisação da internet para bloquear informações e limitar a capacidade de organização dos manifestantes.

“Os jornalistas devem ter liberdade para relatar os acontecimentos do país, inclusive os protestos, sem medo de represálias ou intimidação”, diz o grupo. “Reportagens independentes são ainda mais importantes” para combater a desinformação e fornecer fatos sobre os eventos no país.

Em fevereiro, o secretário de Estado dos EUA, Antony J. Blinken, se juntou a homólogos do Grupo dos Sete (G7) e da União Europeia visando pedir o retorno à democracia na Birmânia e o fim da violência militar contra manifestantes pacíficos.

Os Estados Unidos e seus parceiros internacionais têm imposto sanções a autoridades militares birmanesas responsáveis ​​pela violência e a empresas que os apoiam.

* site em inglês