Yuri Tarai retornou à sua fazenda em que cultiva frutas na Moldávia em setembro, com novas ideias para vender seus mirtilos — estratégias que aprendeu durante um programa de capacitação em horticultura de duas semanas de duração na Universidade Estadual de Ohio.

“Estamos muito orgulhosos de nossas boas colheitas, mas também precisamos vender nossos produtos por um bom preço”, disse Tarai, diretor da fazenda Lolly Berry em Dolna, Moldávia. “Fiquei impressionado com os métodos de marketing utilizados nos EUA para produtos agrícolas. A embalagem, a rotulagem e a psicologia de venda visam maximizar o lucro — tudo isso causou um impacto em mim.”

Programas Agrícolas Internacionais do Departamento de Agricultura (USDA):
Bolsistas do programa Cochran da Moldávia, do Serviço Exterior de Agricultura do USDA, dedicaram um dia inteiro para aprender como as pesquisas da faculdade
@CFAES_OSU promovem a produção hortícola para alimentar nossas comunidades municipais, estaduais e globais #WeSustainLife  @USDAForeignAg  @OSU_IntAgr

Tarai é uma das cerca de 600 pessoas que o Departamento de Agricultura dos EUA convidou este ano para participar do Programa de Bolsa de Estudos Cochran a fim de aprender sobre o que há de mais recente em tecnologia agrícola e gerenciamento de propriedades rurais nos EUA.

O programa — nomeado em homenagem ao ex-senador republicano dos EUA Thad Cochran do Mississippi — já capacitou mais de 18 mil profissionais agrícolas em mais de 126 países desde sua criação em 1984. Os objetivos da Bolsa de Estudos Cochran são:

  • Ajudar os países de renda média e emergentes a desenvolver sistemas agrícolas robustos.
  •  Fortalecer as relações de comércio agrícola com os Estados Unidos.

“Bolsistas de todo o mundo se reúnem com agricultores, fazendeiros e agronegócios americanos para trocar ideias e práticas sobre questões agrícolas e de segurança alimentar importantes”, disse Michelle Calhoun, autoridade do Departamento de Agricultura dos EUA envolvida no programa. Concomitantemente, o programa também é “pioneiro em novas relações entre empresas dos EUA e parceiros estrangeiros, ligando a agricultura dos EUA ao mundo”.

Os bolsistas do programa Cochran recebem capacitação prática que geralmente dura cerca de duas a três semanas em universidades, agências governamentais e empresas privadas dos EUA. Os temas vão desde segurança alimentar até marketing agrícola.

Recursos Agrícolas e Naturais Mundiais em Nebraska:
A bolsa de estudos
#Cochran
, do Serviço Exterior de Agricultura (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), auxilia países no desenvolvimento de sistemas agrários necessários para atender às necessidades de alimentos e fibras que suas populações possuem, além de fortalecer os vínculos comerciais com os EUA. E tem o orgulho de receber este grande grupo de bolsistas brasileiros em Nebraska! @USDAForeignAg @IANRGlobal

O bolsista do Cochran, Luiz Roberto Baruzzi, diretor de uma rede de supermercados brasileira chamada Rede São Paulo Supermercados Associados, participou de um curso de duas semanas sobre produção, regulamentação e marketing de carne bovina na Universidade de Nebraska, enquanto os EUA aumentam suas exportações de carne bovina para o Brasil. Os participantes brasileiros também visitaram fábricas de processamento de carne bovina, supermercados e fazendas de gado de corte das redondezas.

“Desde a genética ao marketing da carne bovina — toda a cadeia busca alta qualidade e segurança alimentar”, disse Baruzzi.

Oluwaseyi Yahaya Odebiyi, gerente-geral do De Tastee Group, proprietário da rede de comida rápida Tastee Fried Chicken, da Nigéria, seu país de origem, foi um dos sete bolsistas nigerianos do Cochran a receber capacitação em processamento de alimentos na Universidade Estadual de Dakota do Norte e na Universidade de Minnesota em setembro.

Serviço Exterior de Agricultura (FAS):
Bolsistas nigerianos do
programa #Cochran, do Serviço Exterior de Agricultura (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), recentemente exploraram tecnologias americanas que melhoram a eficácia da produção de ração animal. Usar essas tecnologias na Nigéria pode criar novas oportunidades comerciais e ajudar a expandir a importação de ingredientes dos EUA. @USDAForeignAg #trade #Nigeria

Odebiyi disse que ficou surpreso ao saber como os fazendeiros americanos e os centros de inovação em pesquisa são importantes para o crescimento e o avanço das indústrias de alimentos. Hoje ele está planejando desenvolver um meio de converter a grande quantidade de “produtos agrícolas desperdiçados na cadeia alimentar nigeriana em um produto de valor agregado”.

De volta à Moldávia, Tarai disse que está trabalhando com o intuito de tentar começar a exportar suas frutas para os Estados Unidos, e espera “criar empregos, atrair especialistas e investidores locais”.

“Em um ano, esperamos que os nossos produtos apareçam nas prateleiras dos supermercados americanos e ocupem um lugar digno no mercado dos EUA”, disse ele.