Qual o preço que um jornalista paga por uma matéria? No decorrer da última década, 700 deles pagaram com suas vidas. Muitos outros enfrentam ameaças de morte, ataques violentos, exílio ou anos na prisão por causa do seu trabalho.

“Os jornalistas acabam se vendo em meio ao fogo cruzado”, afirma Courtney Radsch, diretora do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ). “Eles se encontram na linha de frente.”

Em casos como esses, a justiça raramente prevalece. O CPJ constatou que 90% dos crimes contra os jornalistas não resultam em nenhuma prisão, julgamento e nem condenação.

E você paga um preço também. Um jornalista que teme por sua vida pode optar por não denunciar um ato ilícito, e deixar os criminosos e líderes corruptos sem receber a devida atenção. A repressão política e outras violações contra os direitos humanos têm maior probabilidade de acontecer em lugares em que os jornalistas não conseguem expô-las. Como Louis Brandeis, juiz da Suprema Corte dos EUA, disse certa vez: “Acredita-se que a luz solar é o melhor dos desinfetantes.”

Woman with mouth taped shut (AP Images)
Um jornalista tapa a boca com fita adesiva para mostrar solidariedade com jornalistas detidos (AP Images)

“Nenhum jornalista, onde quer que esteja, deveria ter de arriscar a vida para dar uma notícia”, afirma o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. As Nações Unidas proclamaram o dia 2 de novembro Dia para Pôr Fim à Impunidade por Crimes contra Jornalistas. A data marca o assassinato das jornalistas francesas Ghislaine Dupont e Claude Verlon por militantes em Máli em 2 de novembro de 2013. A ONU também divulgou um plano de ação para criar um ambiente livre e seguro para jornalistas e profissionais da imprensa.

Saiba mais sobre os perigos que muitos jornalistas enfrentam.