Longe de casa, mas ainda conectados: comunidades da diáspora americana

O centro de Union City mantém sua característica de “Havana às margens do Rio Hudson” (Depto. de Estado)

A Semana Mundial da Diáspora homenageia as 232 milhões de pessoas que vivem fora de seu país de origem. Mais pessoas vivem nos Estados Unidos do que em qualquer outro país. Os EUA incluem estas comunidades diáspora em expansão:

Os cubanos-americanos em Union City, em Nova Jersey

Union City, em Nova Jersey, é moldada pelo sabor e influência de Cuba. Com a chegada de cubanos fugindo da revolução de Cuba de 1959, esta pequena cidade apenas a oeste da cidade de Nova York foi apelidada de “Havana às margens do Rio Hudson”, seguida apenas de Miami em termos percentuais do contingente populacional cubano.

Embora os cubanos-americanos de segunda geração muitas vezes prefiram mais comunidades suburbanas, muitos recém-chegados de Cuba ainda escolhem Union City como seu primeiro lar nos EUA. A procissão anual da Virgem da Caridade do Cobre, a santa padroeira de Cuba, e o desfile do Dia Cubano ao longo da Avenida Bergenline continuam a atrair grandes multidões. O senador dos EUA Robert Menendez cresceu em Union City e começou sua carreira política no Conselho de Educação da cidade. Para Menendez, como outros milhares de outros cubanos-americanos, Union City provou ser a porta para o sonho americano.

American Punjabi Sikhs in Yuba City (Dean Tokuno)
Em Yuba City, na Califórnia, os residentes Sujan Singh e Sunita Nakhwal transformaram seu Bazar Punjab em um próspero fornecedor de necessidades culinárias do Sul da Ásia (Dean Tokuno)

Os americanos de origem punjabi no Vale do Sacramento, na Califórnia

Os imigrantes da região de Punjab no Sul da Ásia se instalaram na Califórnia há mais de 100 anos, e hoje cerca de 10 mil residentes do condado de Sutter e do condado de Yuba são imigrantes ou descendentes de imigrantes de Punjab.

O médico Jasbir Kang veio à cidade de Yuba, em 1991, e celebra sua nova casa e sua herança sique nos Estados Unidos. “Eu encontrei justiça e imparcialidade. Encontrei dignidade humana. Encontrei tolerância e amor. Encontrei generosidade de espírito e um país que premia o trabalho árduo”, diz ele.

Bukharian baker in Queens (David Finkelstein)
Muitas vezes associados à culinária indiana e paquistanesa, os fornos tandoor são usados também na culinária bujara e nas celebrações semanais de sabá (David Finkelstein)

Os judeus bujara em Queens, em Nova York

Os imigrantes da antiga comunidade judaica da Ásia Central têm prosperado nos bairros de Forest Hills, Rego Park e Kew Gardens de Queens, em Nova York, um distrito de Nova York. Vindos principalmente das duas ex-repúblicas soviéticas do Uzbequistão e Tajiquistão, a população de judeus bujara hoje ultrapassa 40 mil.

O advogado Boris Nektalov nasceu em Samarkand e está nos Estados Unidos há mais de 20 anos. Como muitos outros, ele continua fluente em russo e bujara, dialeto persa misturado com hebraico e um pouco de russo, e continua a observar os feriados judaicos como sucot construindo sucás – pequenas cabanas com telhados de folhas ou de sapé e decorações comemorativas no interior.

Saiba mais sobre comunidades imigrantes dos Estados Unidos e como a Semana Mundial da Diáspora é celebrada nos Estados Unidos.