Maneiras criativas de prevenir a malária no Zimbábue

Bebê dormindo em uma cama (© Gideon Mendel/Corbis/Getty Images)
Um bebê infectado com malária em um hospital no Zimbábue (© Gideon Mendel/Corbis/Getty Images)

Não faz muito tempo, em Chapoto, comunidade no Zimbábue perto das fronteiras da Zâmbia e de Moçambique, bebês frequentemente morriam de febre alta induzida por malária.

“Costumávamos enterrar nossos bebês porque pensávamos que a doença era causada pelo calor decorrente das altas temperaturas da nossa região”, disse Serina Karerahonye, jovem mãe dessa aldeia.

Informações sobre o tratamento e a prevenção da malária não chegavam até Serina e outras pessoas como ela devido a barreiras linguísticas e baixas taxas de alfabetismo. Os aldeões falam chikunda, e os materiais didáticos sobre a malária no Zimbábue são impressos em inglês ou em xona.

Mas um novo projeto mudou esse cenário. Hoje em Chapoto, as pessoas podem aprender sobre a malária na língua chikunda através de 50 audiolivros alimentados por energia solar.

O título do audiolivro é Dipa la malaria, que significa “A lança para combater [e eliminar] a malária de uma vez por todas”. O Programa do Zimbábue de Assistência em Malária liderou o projeto, com a ajuda de membros da comunidade de Chapoto e o financiamento da Iniciativa do Presidente dos EUA de Combate à Malária (PMI, na sigla em inglês).

“Aprendemos que temos de ir rapidamente à clínica ou ao hospital antes de as crianças desenvolverem convulsões se estiverem doentes”, disse Serina.

Iniciativa do Presidente de Combate à Malária (PMI): Mudando as normas e salvando vidas. Saiba mais: http://ow.ly/mhBI50lQStd  #EndMalaria  #IMLD  #MotherandBaby  @PMIgov

Em todo o mundo, 435 mil pessoas morrem a cada ano e outras 219 milhões adoecem ao serem picadas por mosquitos transmissores de malária que disseminam a doença. A maioria de todos os casos de malária, 92%, ocorre na África.

A ‘lança para combater’ a malária

Com os moradores de Chapoto assumindo os papéis principais, as histórias fictícias do audiolivro descrevem a doença e os desafios comuns. Em seguida, explicam como superá-los.

Em uma história, uma criança de cinco anos, filha de um jovem casal, contrai malária, desenvolve a doença e a infecção gera complicações por ter recebido tratamento tardio. No caminho para a clínica de saúde, a família se depara com várias situações que a ensinam como tratar, controlar e prevenir a malária.

Em Chapoto, como em outras comunidades propensas à malária, a doença é controlada por meio de:

  • Pulverização de interiores que aplica inseticida com segurança a paredes e tetos onde mosquitos portadores de malária têm maior probabilidade de pousar.
  • Distribuição de mosquiteiros tratados com inseticida que cercam camas a fim de proteger as pessoas enquanto dormem.
  • Tratamento em clínicas de saúde e através de programas de prevenção da malária especialmente destinados a mulheres grávidas.
GIF mostra a silhueta de mãe e filho sob mosquiteiro com mosquitos voando no lado de fora (Depto. de Estado/D. Thompson)
No Zimbábue, a Usaid distribuiu 807.700 mosquiteiros tratados com inseticida no ano fiscal de 2018 (Depto. de Estado/D. Thompson)

O projeto de audiolivros é um dos vários meios criativos, que incluem canções e dança, financiados pela PMI a fim de ajudar a espalhar a mensagem sobre a prevenção da malária.

“O Dipa trouxe uma mudança notável”, declaram profissionais de saúde da PMI. “Houve uma mudança clara para uma melhor compreensão [a respeito do problema] e disposição para agir e procurar tratamento na clínica.”

“O Dipa é bom para nós”, disse Serina.

Este artigo foi extraído de uma matéria publicada no blog da Iniciativa do Presidente dos EUA de Combate à Malária*. 

* site em inglês