Mulheres se tornam empresárias após identificar uma necessidade de mercado

Negócios de propriedade de mulheres representam 40% de todas as empresas nos Estados Unidos, gerando receitas de US$ 1,8 trilhão por ano.

Os Estados Unidos têm 12,3 milhões de empresas pertencentes a mulheres, de acordo com a Associação Nacional de Mulheres Proprietárias de Empresas.

As mulheres abrem, possuem e administram empresas em quase todos os setores nos Estados Unidos. Com isso em mente, ShareAmerica convidou seis empreendedoras para descrever as filosofias de negócios que as ajudam a prosperar.

Sarah Paiji Yoo é cofundadora da Blueland, empresa com sede em Nova York que oferece produtos de limpeza doméstica e sabonete para as mãos em um tipo de embalagem que não gera desperdício. Em vez de usar recipientes de plástico que acabam em aterros sanitários ou nos oceanos, os produtos da Blueland — na forma de comprimidos que se dissolvem na água — vêm com uma garrafa de silicone que pode ser reutilizada indefinidamente com comprimidos de recarga.

“Nosso objetivo é (…) [melhorar] o meio ambiente ajudando a eliminar o plástico descartável, porque ninguém deveria ter de sacrificar um planeta limpo [em nome de] uma casa limpa”, diz Sarah. Essa missão impulsiona inovações que fornecem aos clientes produtos que são acessíveis, eficazes e convenientes, disse ela.

Close de Iman Abuzeid (© Incredible Health)
Médica Iman Abuzeid (© Incredible Health)

Iman Abuzeid, médica com experiência em start-ups de tecnologia de saúde, abriu sua própria empresa — Incredible Health, com sede em São Francisco — para ajudar hospitais dos EUA a se conectar com enfermeiros e acelerar o processo de contratação. A empresa de Iman conta com automação de ponta, dados e tecnologia de recrutamento visando conectar hospitais com os enfermeiros de que precisam.

“A Incredible Health foi criada para lidar com a escassez de enfermeiros nos Estados Unidos, permitindo que empregadores da área de saúde contratem enfermeiros em caráter permanente em apenas 20 dias ou menos, enquanto reduzem, simultaneamente, os custos para os empregadores”, diz Iman. Ela acrescentou que o serviço oferece apoio a trabalhadores essenciais e faz com que haja melhores resultados para os pacientes.

Kelly Wilson fundou a Weave Gotcha Covered, empresa em Kansas City, Missouri, que cria tratamentos personalizados para janelas e estofados para projetos de design de interiores em todo o país. Incentivada pelas próprias dificuldades que Kelly enfrenta como mãe solteira, a empresa capacita, emprega e orienta mulheres carentes, em parceria com o programa “100 Empregos para 100 Mães” em Kansas City.

Kelly Wilson sentada à mesa escrevendo em prancheta e olhando para telefone celular (© Weave Gotcha Covered)
Kelly Wilson (© Weave Gotcha Covered)

“Se a porta abrir, entre por ela!” diz Kelly. “Esteja aberto a oportunidades que você não viu antes.”

Mulher sorrindo na frente de parede de tijolos (© Causelab)
Sheryle Gillihan (© CauseLab)

Sheryle Gillihan é executiva-chefe da CauseLabs, empresa beneficente em Fort Worth, Texas, que trabalha com organizações de bem-estar social com o objetivo de criar tecnologias móveis e da internet para comunidades carentes. O lema da CauseLab — “Nossa missão é acelerar a sua [missão]” — guia a estratégia digital, os workshops e a engenharia de software da empresa, todos voltados para reduzir a pobreza e resolver outros problemas.

Cada empresa, não importa o tamanho ou o setor, tem um impacto tremendo no desenvolvimento econômico local, diz Sheryle. Líderes empresariais, acrescenta ela, têm a responsabilidade de fazer o que é certo: “O resultado vale o esforço.”

Jennifer Hyman é cofundadora (com Jennifer Fleiss) da Rent The Runway, serviço de moda por assinatura com sede em Nova York que fornece aluguel de vestidos e acessórios de estilistas. A adesão permite que clientes escolham entre uma vasta seleção de roupas de grife sem gastar grandes somas de dinheiro.

Retrato de Jennifer Hyman (© Rent the Runway)
Jennifer Hyman (© Rent the Runway)

“À medida que sua empresa cresce, os problemas que você precisa resolver se tornam maiores e mais complexos — mas a adversidade não é um motivo para deixar de perseguir seus sonhos”, diz Jennifer Hyman. “É um motivo para continuar.”

Rubie Gauthier, natural das Filipinas, administra, com seu marido, uma plataforma de desenvolvimento para a web — Sitecast — na região chamada Northwoods, em Wisconsin. A Sitecast ajuda empresas a transformar sua presença na web.

Rubie Gauthier segurando bebê (© Sitelab)
Rubie Gauthier (© Sitelab)

Rubie diz que é ótimo ajudar organizações locais a atingir seus objetivos com ferramentas de design de última geração. Seu conselho? “Aproveite a tecnologia e nunca deixe de aprender.”