Wyatt Toral comemorou seu terceiro aniversário, engatinhando em paredes coloridas com réplicas de King Kong no topo do Empire State Building, um túmulo egípcio, um foguete e cenas de contos de fadas.

Foi sua terceira viagem para o centro de escalada ClimbZone em Laurel, Maryland, onde crianças de todas as idades escalam paredes com as mãos, mas fazem a descida de rapel ou flutuam suavemente de volta ao chão graças a uma corda de segurança atada a um sistema hidráulico.

Wyatt foi apresentado ao ClimbZone na festa de aniversário de um amiguinho. Sedef Toral disse que seu filho pediu para retornar desde então: “Ele diz: ‘Vamos colocar o cinto de segurança e escalar!’”

ClimbZone é uma importação da Nova Zelândia, onde o empresário Nico Buik abriu o primeiro centro há uma década.

Com a orientação do SelectUSA, programa do Departamento de Comércio dos EUA que mostra aos investidores estrangeiros como criar empresas nos Estados Unidos, Buik abriu uma unidade-protótipo do ClimbZone em Laurel em 2014 e agora começou a vender franquias.

Kaitlyn e Dane, gêmeos atléticos de 5 anos e meio de idade e filhos de James e Kristine Holden, eram praticamente os únicos no centro em uma tarde durante a semana. Holden, major do Exército dos EUA, diz: “A parte física dessa atividade é excelente, mas o que realmente importa é ajudá-los a superar seus medos e a ter confiança para fazer coisas que pensavam que só gente grande consegue fazer.”

O ClimbZone não realiza somente festas para crianças, mas também passeios empresariais para adultos. Muitos pais acabam se empolgando e entram na onda. “Eles querem escalar com os filhos. É uma boa experiência para fortalecer os laços afetivos entre eles”, diz Buik.

A própria Sedef chegou quase ao topo de uma das paredes mais difíceis — que tem 28 pés, ou 8,5 metros de altura — “antes de meus braços começarem a tremer”, disse ela rindo.

Várias paredes de escalada incrementadas com pessoas em torno delas (ClimbZone)
Crianças escalam a parede do Mount Rushmore no ClimbZone sozinhas, graças a uma corda de segurança hidráulica (ClimbZone)

Ao contrário das paredes de escalada típicas encontradas em academias e shoppings, não há ninguém a postos segurando uma corda para evitar que um escalador caia ou para içá-lo. O sistema hidráulico “auto-belay” garante um pouso suave.

Buik diz que é assustador abrir um ponto comercial em outro país. Mas, diz ele, o programa SelectUSA lhe proporcionou “uma rocha para suportar as águas turbulentas”.

O ClimbZone fabrica suas paredes customizadas nos Estados Unidos. As 75 paredes ocupam muito espaço: 20 mil pés quadrados, ou 1.850 metros quadrados.

“Nós empregamos carpinteiros, pintores e outros profissionais em nossas instalações de produção”, diz Buik. “Eu tive uma experiência incrível com a mão de obra americana. Eles não têm medo de trabalho árduo.”

Cúpula SelectUSA 2017*, que se realizará de 18 a 20 de junho em um centro de convenções de Maryland, do outro lado do Rio Potomac para quem vem de Washington, ajudará investidores a fazer conexões e empresários a encontrar oportunidades de expansão por todos os EUA.

* site em inglês