Secretário de Estado, Mike Pompeo, discursa em um púlpito (Depto. de Estado/Michael Gross)
O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, faz declarações à imprensa em 26 de março (Depto. de Estado/Michael Gross)

Uma política para impedir que dólares americanos sejam usados para subsidiar ou promover o aborto se aplica a organizações não governamentais (ONGs) estrangeiras, declarou Mike Pompeo*, secretário de Estado.

A “Política da Cidade do México” — assim batizada como resultado de um anúncio feito pelo falecido presidente Reagan em uma conferência naquela cidade — foi ampliada pelo presidente Trump em 2017.

Em 26 de março, Pompeo salientou especificamente as preocupações sobre a defesa do aborto por parte de um órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA). Ele disse que os EUA reduziriam suas contribuições à OEA em um montante igual à estimativa da participação dos EUA em possíveis despesas da OEA em tais atividades.

Além disso, declarou, ele ordenou que o Departamento de Estado incluísse uma cláusula nos acordos de ajuda externa que proíbe explicitamente o uso de fundos para a defesa do aborto.

Pompeo afirmou que a maioria dos parceiros de implementação dos EUA concordou em cumprir a Política da Cidade do México.

Ele enfatizou que os EUA se recusarão a prestar assistência a ONGs que oferecerem apoio financeiro a outros grupos estrangeiros engajados em obter ou promover o aborto. “Vamos impor uma proibição rigorosa de esquemas de financiamento clandestino e manobras em torno de nossa política”, disse Pompeo. “O dinheiro dos contribuintes americanos não será usado para endossar abortos.”

“Este governo tem demonstrado que podemos continuar a cumprir nossas metas globais de saúde, inclusive fornecendo assistência médica para mulheres e, concomitantemente, se recusando a subsidiar a morte de bebês em gestação”, afirmou Pompeo.

O secretário afirmou que a nova cláusula vai significar que a ajuda estrangeira de cerca de US$ 9 bilhões que os EUA gastam em programas de saúde global anualmente vai proteger “mais bebês em gestação ao redor do mundo do que nunca”, disse Pompeo.

“Isso é decente. Isso é correto”, disse Pompeo. “E tenho orgulho de servir em um governo que protege os pequeninos entre nós.”

* site em inglês