Por que os EUA impõem sanções à Venezuela?

Maikel Moreno e Nicolás Maduro conversando (© Ariana Cubillos/AP Images)
Nicolás Maduro, à direita, e Maikel Moreno, presidente da Suprema Corte da Venezuela, estão na lista de sanções dos EUA (© Ariana Cubillos/AP Images)

Desde 2017, os EUA aplicam sanções a pessoas físicas, empresas e entidades petrolíferas associadas ao antigo regime de Maduro, dentro e fora da Venezuela.

Por que as sanções são necessárias e quem realmente sente seu impacto?

As sanções dos EUA são destinadas a garantir que Maduro e seus comparsas não lucrem com a mineração ilegal de ouro, as operações estatais de petróleo ou outras transações comerciais que permitiriam a atividade criminosa do regime e violações dos direitos humanos.

Por exemplo, as sanções relativas ao petróleo visam “suspender essas fontes de receita financeira e impedir que a indústria petrolífera seja explorada para a obtenção de privilégios”, disse Carrie Filipetti, do Departamento de Estado, a um comitê do Senado dos EUA* em 2020.

Economistas concordam que as sanções dos EUA não são responsáveis ​​pelo declínio da economia venezuelana. De acordo com um estudo do Instituto Brookings e da Universidade de Harvard*, “ao analisar vários resultados socioeconômicos na Venezuela ao longo do tempo, fica claro que a maior parte da deterioração nos padrões de vida ocorreu muito antes das sanções serem aprovadas em 2017”.

E embora o governo dos EUA imponha sanções a pessoas físicas e empresas pró-Maduro, isso não diminui a quantidade de ajuda que os EUA oferecem à Venezuela.

O governo dos EUA forneceu mais de US$ 656 milhões em ajuda vital* ao povo venezuelano entre 2017 e 2019.

Embora o governo dos EUA tenha imposto sanções a pessoas e organizações, “as sanções não precisam ser permanentes* para quem deseja contribuir para o futuro democrático da Venezuela”, explicou Elliott Abrams, do Departamento de Estado, em 2020. Mas “outros que continuam a lucrar ou apoiar Maduro devem ficar alertas”.

* site em inglês

Uma versão deste artigo foi publicada anteriormente em 12 de março de 2020.