O dólar americano é a moeda de reserva mais dominante no mundo e uma das mais usadas em transações internacionais. Cédulas do Banco Central (de Nova York) avaliadas em cerca de US$ 1,29 trilhão (site em inglês) estão atualmente em circulação. Porém, para alguém que é deficiente visual, essas cédulas são indistinguíveis umas das outras, pois têm o mesmo tamanho, formato e peso, independente de seu valor ser US$ 1 ou US$ 100.

Por anos, as pessoas cegas ou aquelas cuja visão é enfraquecida em razão de doença ou idade têm usado um sistema de dobragem (site em inglês) para guardar as cédulas em suas carteiras com base em seu valor. O sistema depende que uma pessoa com visão lhes diga as denominações. Haveria uma alternativa que não seja depender da bondade de estranhos e da honestidade de funcionários de lojas?

Em 2008, um Tribunal Distrital dos EUA decidiu que os desenhos das moedas dos EUA discriminavam os deficientes visuais. O desafio para o Bureau de Gravação e Impressão (BEP, na sigla em inglês), que fabrica a cédula em papel dos EUA, tem sido encontrar uma maneira de tornar as notas distinguíveis umas das outras sem fazer com que as máquinas de venda automática, os caixas automáticos e outras máquinas automáticas que dispensam dinheiro fiquem obsoletas.

Oito cédulas americanas, quatro dobradas de maneiras diferentes (Departamento de Estado)
Os deficientes visuais desenvolveram um sistema de dobragem específico para ajudá-los a identificar as cédulas (Departamento de Estado)

Os avanços tecnológicos estão ajudando os deficientes visuais e outras pessoas com deficiências a se tornarem mais independentes. Existem hoje aplicativos para telefone celular (site em inglês) que podem tirar uma fotografia e pronunciar o seu valor. Os cegos também têm usado escaneadores de computador e identificadores de moeda eletrônica portáteis.

Ao longo dos últimos anos, a fim de beneficiar as pessoas com visão limitada, o BEP está adicionando numerais de alto contraste e retratos maiores em cédulas. Em 2010, o BEP anunciou que planeja acrescentar dispositivos tácteis salientes à moeda, mas essas cédulas não entrarão em circulação antes de 2020.

Enquanto isso (site em inglês e espanhol), o bureau desenvolveu aplicativos de identificação para usuários de IPhone e Android e começou a distribuir gratuitamente Identificadores de Cédulas Bancárias chamados de iBill Talking. Para usá-los, o usuário simplesmente insere uma cédula do Banco Central no aparelho e pressiona um botão lateral para o leitor identificar a denominação.