Retrato de homem sorridente (Depto. de Estado/David A. Peterson)
Siyabulela Mandela espera servir seu país, a África do Sul, tornando-se diplomata. A fim de alcançar esse objetivo, ele estudou nos EUA ((Depto. de Estado/David A. Peterson)

Jovens acadêmicos de todo o mundo recorrem a instituições de ensino superior dos EUA para desenvolver suas habilidades diplomáticas e de formulação de políticas.

Considere Siyabulela Mandela, 26, parente de Nelson Mandela, o primeiro presidente negro da África do Sul e ícone antiapartheid. Nelson Mandela imaginou uma África próspera vivendo em paz, visão que inspirou o jovem Mandela a obter um doutorado em Resolução de Conflitos na instituição de ensino superior que leva o nome do seu parente: Universidade Nelson Mandela em Port Elizabeth, África do Sul.

O jovem Mandela recentemente passou quatro meses na Escola de Análise e Resolução de Conflitos da Universidade George Mason, na Virgínia, trabalhando em sua dissertação.

Ele escolheu a universidade em virtude de sua reputação em pesquisas sobre a paz — alguns dos acadêmicos da instituição influenciaram a opinião do próprio jovem Mandela sobre o assunto.

“Vou seguir seus passos e dar continuidade ao seu legado”, disse Siyabulela Mandela sobre o homem a quem chamava de avô, embora, na realidade, Nelson Mandela fosse seu primo. O estadista mais velho, que morreu em 2013, ganhou um Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para pôr fim ao apartheid na África do Sul.

Retrato de mulher em frente a uma placa com informações sobre a Universidade Tufts (© Pattariya Jusakul)
Natcha Suwanmalee (© Pattariya Jusakul)

O objetivo do Mandela mais jovem é abordar as questões que estão na base dos conflitos no norte da África ou na América Latina, atuando como diplomata sul-africano. “Quero trabalhar com as pessoas que necessitam de ajuda”, disse ele.

De olho em um emprego em Relações Exteriores

Natcha Suwanmalee, 23, da Tailândia, escolheu a Universidade Tufts em Massachusetts “para aprender como os americanos pensam” e de que maneira, especialmente, os diplomatas americanos podem pensar, algo que ela diz que a ajudará quando estabelecer sua carreira diplomática na Tailândia.

Natcha, candidata ao Mestrado em Direito e Diplomacia que cursa o primeiro ano, espera trabalhar para o governo tailandês quando terminar a escola, de preferência no Ministério das Relações Exteriores. E diz estar interessada em diplomacia porque adora representar o seu país e ajudar as pessoas.

Sua introdução ao sistema educacional americano ocorreu na adolescência quando passou o último ano do ensino médio na escola Choate Rosemary Hall, em Connecticut. De Choate, Natcha foi para a Escola de Serviço Diplomático da Universidade de Georgetown, em Washington.

O fato de um ex-governador de Bangcoc e um ex-ministro de Relações Exteriores da Tailândia terem se formado em Georgetown lhe deu mais motivos para se tornar candidata ao mestrado nessa universidade.

Outra vantagem de estudar nos EUA, diz Natcha, é a diversidade das pessoas que ela encontra. “Tem gente de todo o mundo”, disse. “E quando fazemos amizade com os alunos, temos curiosidade sobre a sua cultura e queremos aprender mais.”

Este artigo foi escrito pela redatora freelance Lenore T. Adkins.