A turma de formandos de 2015 da Faculdade Texas Southmost em Brownsville, no Texas (© AP Images)

Jumana Kamal, Mohammad Behroozian e Ahmet Tarik Çaşkurlu — todos muçulmanos que estudaram ou estão estudando em faculdades americanas — compartilharam recentemente suas perspectivas e responderam perguntas de espectadores on-line.

Mulher usando lenço na cabeça conversa com três outros membros de painel (Depto. de Estado/D.A. Peterson)
(Da esquerda para a direita) O moderador Arsalan Suleman conversa com Jumana Kamal, Ahmet Tarik Çaşkurlu e Mohammad Behroozian (Depto. de Estado/D.A. Peterson)

Jumana, natural da Jordânia, completou recentemente seu mestrado em Estudos Islâmicos e do Oriente Médio na Universidade George Mason*. Behroozian, estudante de pós-graduação e bolsista da Fulbright, é natural do Afeganistão e está fazendo mestrado em Produção e Gestão de Televisão na Universidade de Boston*. Çaşkurlu, estudante de graduação, é natural de Istanbul, na Turquia, e estuda na Escola de Serviço Exterior da Universidade de Georgetown*.

Todos os três membros do painel comentaram sobre a facilidade de praticar o Islã. As escolas são flexíveis quando se trata de horários para orar ou quebrar o jejum durante o Ramadã. E existem locais para oração — os chamados mussallahs, em muitos campi, são muitas vezes “espaços para meditação”, ou seja, salas comuns para oração onde as pessoas de qualquer religião são bem-vindas para orar ou refletir.

“Os americanos têm um grande respeito pelas pessoas que são genuinamente religiosas, e lhe farão perguntas, ficarão curiosos sobre o que você faz e por que o faz”, afirmou Çaşkurlu.

Homem gesticula enquanto outro observa (Depto. de Estado/D.A. Peterson)
Çaşkurlu (à esquerda) e Behroozian (Depto. de Estado/D.A. Peterson)

Behroozian está fazendo uma série de minidocumentários denominada “Heading South**” (Viajando para o sul, em tradução livre), sobre os centros islâmicos nos EUA na região sul dos Estados Unidos. A série será lançada no terceiro trimestre de 2016. “Minha experiência, ao longo de minha jornada através do sul dos EUA, entrevistando homens e mulheres, tem sido de tolerância, liberdade e carisma às vezes”, declarou Behroozian.

Os membros do painel incentivaram outros estudantes a ir estudar nos EUA, mas Behroozian advertiu que eles deveriam estar preparados para cozinhar. A fim de não estourar o orçamento, aconselhou, “aprendam algo como kedgeree (prato composto de arroz ao curry, peixe defumado, ovos cozidos, salsa e suco de limão), e aprendam a fazer todas as comidas de suas mães. Vocês vão precisar disso”.

Assista ao bate-papo na íntegra, moderado por Arsalan Suleman, enviado especial em exercício para a Organização para a Cooperação Islâmica, clicando no link** abaixo:

* site em inglês
** vídeo em inglês